“FAXINA GERAL”: PF prende sete prefeitos do estado do Piauí por desvio de recursos públicos

Publicado em Atualizado em

      A Polícia Federal, juntamente com a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF), realizou durante todo o dia de ontem, em vários municípios do interior do Piauí e na capital do estado, Teresina, a “Operação Geleira”, com objetivo de desarticular uma rede de comercialização de notas fiscais frias e desvio de recursos públicos em várias prefeituras. O prejuízo é estimado em cerca de R$ 20 milhões. Em apenas três prefeituras (Landri Sales, Uruçuí e Eliseu Martins), o rombo foi de R$ 5 milhões.

Foram presos ao menos sete prefeitos, além de mais de 20 servidores municipais e empresários ligados às 33 empresas envolvidas no esquema criminoso. Todos foram transferidos para a sede da Polícia Federal do Piauí, em Teresina.

Também foram levados documentos (a maioria, balancetes contábeis) e computadores da Planacon (Empresa de Planejamento e Consultoria), de Teresina. A empresa presta consultoria a centenas de municípios do Piauí.

De acordo com a PF, o grupo desviava recursos federais destinados aos municípios, por meio de transferências automáticas (constitucionais) ou voluntárias, para aplicação, principalmente, em programas nas áreas de educação e saúde.

Os primeiros indícios da atuação do grupo criminoso foram levantados pela CGU em 2008, em fiscalizações decorrentes do Programa de Fiscalização por Sorteios.

A “Operação Geleira” – uma das maiores da PF realizadas até hoje no Nordeste – contou com 325 policiais federais de vários estados e 28 servidores da CGU, que deveriam cumprir 84 mandados de busca e apreensão e 30 de prisão na capital e no interior do Piauí. A PF utilizou aviões e veículos descaracterizados para transportar os presos para Teresina.

Entre os prefeitos presos estão Joedison Alves Rodrigues (PTB, gestor do município de Landri Sales); Teresinha de Jesus Miranda Dantas Araújo (PSDB, de Eliseu Martins); João Dias Ribeiro (PMDB, de Várzea Branca); Bismarck Santos de Arêa Leão (PTB, de Miguel Leão); Valdir Soares da Costa (PT, de Uruçuí); Isael Macedo Neto (PTB, de Caracol) e Jorge de Araújo Costa (PTB, de Ribeira do Piauí).

Um dos mais de 80 mandados de busca e apreensão foi cumprido na Assembleia Legislativa do Piauí. Lá os policiais revistaram o gabinete da deputada Ana Paula Mendes Araújo (PMDB), ex-prefeita de Sebastião Leal (sul do estado), de onde levaram vários documentos.

fonte: http://www.jornalpequeno.com.br

7 opiniões sobre ““FAXINA GERAL”: PF prende sete prefeitos do estado do Piauí por desvio de recursos públicos

    vazosdopurus respondido:
    2011/01/21 às 00:14

    é meus caros. com essa muita gente deve ter ficado de ‘cabelo em pé’… a atuação da Federal é mesmo implacável, ela tarda mas não falha… como será que irão se desdobrar os fatos na pacata cidadezinha de Lábrea no rio Purus, onde o povo é secularmente MASSACRADO , miseravelmente por décadas e décadas por parasitas de toda ordem que teimam em não deixar o poder? será que tantos crimes , na impunidade e sem denuncia por tantos anos um dia vao vir a tona? fica a pergunta no ar…

    Dr.José Vieira Camelo Filho-Zuza disse:
    2012/07/12 às 15:20

    Dr. José Vieira Camelo Filho-Zuza

    OS HISTÓRICOS DESMANDOS E DESCUIDOS NO ESÍRITO SANTO

    Estes problemas com a coisa pública são marcantes no dia a dia dos brasileiros e no Espírito Santo (agora com o apelido de Ribeira), não é diferente. Os descuidos são históricos e iniciaram com o processo de criação do município em 1996, quando trocaram o nome Espírito Santo(povoado fundado no final da década de 1940 e início dos anos de 1950) pelo abominável apelido de Ribeira do Piauí. Tal nome não fazia sentido porque ribeira é uma localidade situada no vale de um rio. No entanto, o mais grave é que este ato irresponsável ocorreu porque o prefeito da época de sua autonomia, pretendia levar a sede do município para o povoado da Barriguda e não se justificava ser chamado de Espírito Santo, por isso, Ribeira era mais adequado, caso este objetivo se consolidasse voltaria o seu nome anterior.
    Desta forma, a falta de cuidado e de responsabilidade com a coisa pública no Espírito Santo iniciou com a troca do seu nome, fato considerado um enorme desrespeito com aqueles que nasceram e vivem neste antigo povoado do Divino e com quem luta pela preservação da história e da cultura locais em todo Brasil. Como não foi possível transferi a sede municipal, por puro interesse imediato do mandatário de plantão naquela época, o mesmo comete o irresponsável erro de transformar o mercado municipal na Prefeitura, e desde então o Espírito Santo ficou sem seu mercado. Daí cabe à pergunta por que não construíram um prédio novo para funcionar a Prefeitura municipal? Certamente, que tivemos uma apropriação indevida daquele bem público para outros fins sem a correspondente compensação, portanto a execução desta medida foi danosa para a população no seu conjunto e os usuários do mercado em particular. Portanto, o fato do prefeito ser afastado, decorre da somatória de erros e desrespeitos com os moradores que vem sendo historicamente cometidos na terra do Divino.
    O tempo passou e os erros continuaram ocorrendo e resultaram na deposição do prefeito Jorge de Araújo Costa (Doutor). Contra, ele pesam várias acusações, inclusive a de abuso econômico na sua campanha nas eleições de 2008, algo pouco provável (na verdade não deixa der uma aplicação indevida dos recursos públicos), já que era cândida to único, com relação as demais acusações que indicam o uso de notas frias para fraudar o FUNDEB, ele tem todo o direito de se defender, mas caso tenha culpa deve pagar pelos erros cometidos. Já a prefeita (tampão) Irene Mendes Gronemberger, resta apenas completar o mandato de Doutor e tocar a administração municipal sem qualquer pretensão, é o mínimo que se espera. Disso tudo, fica a lição para o próximo prefeito(a)porque, realizar uma boa gestão dos bens e recursos públicos é preciso evitar a prática de empregar gente que não trabalha. Por outro lado, não cometer nepotismo (empregar parentes), porque tais atos resultam no desperdiço dos recursos públicos, por isso, tem que realizar tudo aquilo que o seu cargo exige.
    O próximo prefeito do Espírito Santo atualmente apelidado de Ribeira tem vários desafios entre eles consertar um erro histórico que é realizar o retorno do nome Espírito Santo, alterado quando obteve a sua autonomia e acabar com este apelido denominado Ribeira. Lembrando, que a prefeitura não é propriedade do prefeito e nem dos seus aliados ou amigos. Portanto, tem que ser administrada para atender as necessidades do conjunto dos moradores do município, independente da filiação partidária, porque os recursos são públicos. O futuro prefeito tem que se livrar das tentações de empregar pessoas que moram em outras cidades e nunca aparecem no trabalho, prática que sempre aparece na imprensa citando muitos municípios brasileiros e o Piauí se inclui nisto com bastante ênfase, lembrando que tal prática tem que ser banida, visto que ela é criminosa.
    Cuidar da gestão da saúde da população é fundamental, destacando que existe a acusação de que no Espírito Santo (Ribeira) tem uma edificação concluída para ser um Posto de Saúde, porém por mesquinhez política local e regional, o mesmo ainda não está funcionando. A educação, também merece cuidados especiais dos gestores municipais, os seus recursos tem que serem aplicados nas escolas, desviar, desperdiçar ou apropriar-se dos mesmos de forma indevidas é um crime imperdoável, que resulta em processo e prisão, portanto é obrigação do prefeito cuidar corretamente destas questões, é o que se espera da gestão que vai iniciar em 2013. O retorno do nome Espírito Santo será uma medida relevante que repara um erro imperdoável cometido por mesquinhez política e desrespeito a população do antigo povoado do Divino e das suas cercanias.

    dione ramos disse:
    2012/07/16 às 14:23

    Espero que atuação da Federal inioba a ação dos infratores.

    Dr. José Vieira Camelo Filho-Zuza disse:
    2012/09/01 às 11:23

    Dr. José Vieira Camelo Filho-Zuza Disse:
    29 agosto de 2012 as 19:04
    ESPÍRITO SANTO, DA PERDA DO NOME ORIGINAL AO APELIDO DE RIBEIRA DO PIAUÍ: UM APAGÃO DA SUA HISTÓRIA.
    Dr. José Vieira Camelo Filho-ZUZA
    Este ano 5.564 administrações poderão mudar em vista da realização das eleições municipais. Esses municípios terão de enfrentar as restrições impostas pelas crises econômicas internacionais, que tiveram inicio em 2008, nos EUA, e cujos efeitos negativos sentiram-se pelo resto do mundo, notadamente na Europa, em 2011. Apesar do esforço do governo brasileiro para reduzir os efeitos destas crises, mesmo que moderadamente, o Brasil também foi afetado. Por causa da falta de recursos próprios, a maioria dos municípios depende do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para fazer seu custeio.
    Então, a situação poderá se agravar devido à limitação financeira decorrente da retração do crescimento econômico do País. Municípios criados especialmente na década de 1990, tiveram gastos elevados para o custeio com a montagem de novas estruturas, mesmo que parte desses custos tenham sido de natureza irresponsável. Assim, Os prefeitos saídos das urnas terão um grande desafio e poderão se deparar com uma realidade desesperadora, porém a luta para contornar os efeitos da crise europeia citada acima tem que ser travada por todos os brasileiros, incluindo o governo e os eleitos em 2012
    O Piauí exagerou na criação de municípios no decorrer da década de 1990. O número quase dobrou, embora muitos deles não apresentassem as mínimas condições para concretizar-se estruturalmente. Uma vez criados, passaram a sobreviver dos repasses do FPM. Alguns, como o Espírito Santo, que recebeu o apelido de Ribeira do Piauí, não dispõem de recursos próprios sequer para seu custeio. Em decorrência da distância e do isolamento geográfico em relação à sede municipal localizada em São João do Piauí, o novo município fez juz a sua criação para oferecer serviços como pagamento de aposentadorias, correios, cartórios, saúde, educação; além de outros que beneficiam a população daquela região. Embora tais serviços pudessem ser instalados em vilas e povoados do País, criar municípios para atrair benefícios públicos não é uma boa medida. A emancipação quando bem planejada pode fortalecer o município em termos econômicos e políticos. Quando não, pode ser prejudicial.
    Por outro lado, um governo de orientação neoliberal, sempre voluntarioso para atender as orientações de órgãos supranacionais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM), bem como as pressões dos países ricos, não pestanejará em promover o reagrupamento dos municípios que não dispõem de recursos para o seu custeio. Isso certamente poderá ocorrer em nome da racionalidade administrativa se o governo estiver premido por uma crise econômica. O processo de privatização das empresas estatais realizado no Brasil e em outros países na década de 1990 é exemplo deste tipo de ajuste econômico. Não podemos esquecer que no passado vários municípios do Piauí perderam a autonomia, entre eles, Canto do Buriti. Isso ocorreu em 1931 quando seu território foi incorporado ao município de São João do Piauí e só mais tarde obteve o retorno de sua autonomia
    Já o Espírito Santo tornou-se autônomo, mas perdeu seu nome original, recebendo o apelido de Ribeira do Piauí. Esta denominação associa-se a um ponto geográfico situado no vale de um rio, porém, o mais grave é que esta mudança constituiu um enorme desrespeito aos habitantes, à memória dos seus fundadores, e aos moradores que viveram e vivem nos arrabaldes do povoado.
    A denominação de Ribeira foi bem coerente com o local geográfico onde pretendiam instalar a sede do município, isto é, no vale do rio. Nunca esqueçamos que muitas pessoas não concordam e nem gostam deste apelido. E ainda bem! Pois graças a esta gente valente do Espírito Santo e de outras vilas do Brasil – pessoas que não se calam diante de decisões desastradas de um pequeno grupo que não representa a maioria da população – é que a história se constrói e os valores culturais e paisagísticos de nosso chão são defendidos
    O próximo prefeito, juntamente com os vereadores que sairão das eleições de outubro de 2012, terá a oportunidade de reparar este erro crasso e assim passar para a história como aquele que atendeu às aspirações das pessoas que reclamam contra uma medida antidemocrática, tomada na época de sua criação. É preciso superar os tropeços lamentáveis ocorridos em sua história, como o fato de seu primeiro prefeito ter a candidatura cassada pelo TRE por irregularidades administrativas na prefeitura, sendo que o segundo teve o mandato interrompido pelo mesmo motivo. Trata-se de uma história desabonadora que marcou a pequena Espírito Santo.
    No âmbito do Estado, estes problemas se multiplicam e têm que ser enfrentados. No que diz respeito à aplicação dos recursos, os desafios são enormes, sobretudo, porque os municípios dependem dos repasses do FPM, com o dinheiro pago por toda a sociedade. Portanto, têm que ser bem aplicados em áreas como a educação, saúde, habitação, saneamento básico; prioridade de todos os gestores porque o atendimento dos serviços prioritários da população continua insatisfatório. Outros desafios dizem respeito ao exercício democrático da gestão municipal. Deve-se evitar a tentação de encarar as prefeituras como propriedades dos vencedores das eleições e dos seus aliados, porque elas pertencem a todos, portanto é chegada a hora de romper as cercas dos currais, porque nossa gente não é gado

    Dr.José Vieira Camelo Filho-Zuza disse:
    2012/10/04 às 16:29

    AS ELEIÇÕES DE 2012, MUDANÇAS E CONTINUIDADES EM 5.564 MUNICÍPIOS DO PAÍS.
    Dr. José Vieira Camelo Filho-ZUZA
    A história política do Brasil mostra uma forte centralização das decisões políticas por parte do Poder Central. Este processo iniciou no Império e prosseguiu na República. Estas decisões eram articuladas na cidade do Rio de Janeiro, capital do Brasil, sede do Poder Central por 138 anos e irradiou suas influências política, econômica e cultural em todo território nacional. Mesmo após a inauguração de Brasília em 1960, o Rio de Janeiro continuou como ponto de referência das elites endinheirada de todas as regiões do País. Gente que nunca se preocupou com o atendimento das necessidades básicas da população de seus estados, sobretudo na região nordeste. Com isso, acumulou-se muitos problemas sociais em áreas como Saúde, Educação, Habitação e Saneamento Básico, junto a isso, persistiu uma vergonhosa concentração de renda nas mãos de uma pequena parcela da sociedade. Apesar de certa melhora em algumas destas áreas, especialmente no que diz respeito o acesso ao Ensino Fundamental, Ensino Médio e a Saúde, contudo estes serviço continuam precários.
    Em 1960, a sede do Governo Central foi deslocada para o Planalto Central do Brasil com a inauguração de Brasília, no entanto pouco se fez pelo restante do interior deste grande País e a população continuou sendo tangida de um lado para outro como se fosse gado. Destacando que a década de 1960, foi marcada por crises políticas decorrentes da renúncia do presidente Jânio da Silva Quadros (UDN), em 1961 e da posse do seu vice João Belchior Marques Goulart. Estes fatos resultaram no golpe militar de 1964 e a implantação da ditadura militar que levou o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco a presidência da República. Portanto, esta década iniciou com a crise da renúncia do presidente Jânio Quadros e terminou com a crise política decorrente do falecimento do marechal e presidente da República Artur da Costa e Silva, em 1969. Já a década de 1970, começou com elevado crescimento econômico, período denominado de Milagre Econômico, no entanto a maioria da população foi excluída dos benefícios deste Milagre, sobretudo a parcela que vivia no meio rural. Já os anos de 1980, foram marcados pela ocorrência de secas no nordeste, crises econômicas internacionais e internas e pelo fim da ditadura militar em 1985, com a eleição indireta que elegeu Tancredo de Almeida Neves para presidente. Mas, com o seu falecimento antes de tomar posse o vice José Sarney de Araújo Costa assumiu o poder.
    A década de 1990, iniciou com a posse do presidente Fernando Collor de Mello, eleito pelo voto direto, após 21 anos de ditadura militar. No entanto, os problemas de ordem econômica e política se acentuaram, primeiro devido o programa de ajuste econômico do novo governo e o segundo em decorrência do impeachment de Collor. Com isso, o vice Itamar Franco completou o mandato e procurou estabelecer a normalidade política e econômica do País tendo como marca de sua passagem pelo o governo à criação do Plano Real. Em 1994, realizou-se eleições gerais e o senador Fernando Henrique Cardoso-PSDB foi eleito presidente da República, com a incumbência de combater a inflação, operando o Plano Real criado no governo anterior. O governo de FHC adotou a orientação política neoliberal, com a tarefa de reduzir a presença do estado nas atividades econômicas do País, isso se deu por meio do Programa Nacional de Desestatização que vendeu as empresas estatais para o setor privado ou empresas estatais de outros países. Apesar da sua política de ajuste econômico, FHC foi bastante flexível com a criação de novos municípios em todo o País.
    Concomitantemente, FHC tratou a pão e água os prefeitos brasileiros, tanto que eles fizeram várias marchas para Brasília e nunca foram recebidos pelo presidente. Os prefeitos só conseguiram ser recebidos pelo presidente quando Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao poder em 2003. Na verdade os analistas destacam que a criação indiscriminada de municípios só foi possível por conta do Fundo de Participação dos Municípios-FPM, pois à maioria dos novos municípios não dispunham de recursos para se custearem. No caso do Piauí, chegou a ser um vexame porque quase dobrou o número de municípios, sendo que parcela significativa deles não possuíam as mínimas condições para se manter. Foram criados, apenas por oportunismo de alguns grupos políticos locais e regionais que seriam beneficiados com o FPM.
    Frente ao acúmulo dos problemas apontados ao longo da história e do surgimento de outros novos, tais como as questões ambientais decorrentes do desmatamento das matas e da poluição atmosférica, dos rios, lagos e oceânica, dos depósitos de lixos irregulares e o desperdiço da água potável. Aliás, o Piauí apresenta a contradição de possui grandes lençóis de água subterrânea (aquífero ou bacia do Gurupi) e da falta de água para atender a população, sobretudo nos períodos de estiagens (secas). Ao mesmo tempo, é campeão em desperdiço de água nos tais poços jorrantes espalhados por vários locais do seu território, com destaque para o município de Cristino Castro no sul do estado, esta estupidez precisa mudar. O descuido com a preservação dos valores históricos, culturais e paisagísticos continua presente em grande parte do País como ocorreu no povoado do Espírito Santo, no Piauí, onde cometeram um apagão histórico com a alteração do seu nome original que passou ser chamado pelo apelido de Ribeira do Piauí.
    Este tipo de estupidez ocorreu em várias localidades, povoados e vilas históricas do Piauí e de todo o Brasil. Alguns lugares recuperaram os seus nomes originais, graças à luta da população local. Com a Proclamação da República em 1889, e por insensatez de alguns republicanos alterou-se o nome da cidade de Pedro II para Itamaraty. Mas, a população nunca aceitou este atrevimento e lutou por duas décadas (20 anos) e garantiu o retorno do seu nome original. A cidade de Pedro II, localiza-se no nordeste do Piauí, é uma instância turística e o único local do mundo fora da Austrália que se extrai a opala (pedra nobre). Outra situação semelhante ocorreu com o povoado de Rolândia, no Paraná, fundado em 1935 que tornou-se autônomo em 1943, entretanto trocaram o seu nome pelo apelido de Caviuna. Porém, a população local não aceitou este desacato, foi à luta e em 1947, o nome original retornou.
    Já Santa Rita-PI, (desmembrada do município de São João do Piauí) no momento da sua autonomia quiseram alterar o seu nome para um apelido qualquer, mas a população não permitiu a ocorrência deste crime. Existem outros inúmeros exemplos como é o coso de Pau Grande, no Rio de Janeiro; cidade onde nasceu o jogador Garricha, os idiotas de plantão quiseram mudar o seu nome e a população não permitiu tal sandice. Já no caso do Espírito Santo, conseguiram concretizar esta insanidade, apesar de parte significativa da sua população ser contra, por outro lado, esta alteração contraria a Constituição Federal, que exigi a realização de plebiscito para que isso se concretize. O retorno de seu nome será uma questão de tempo, pois nunca é tarde para isso acontecer, mirem nos exemplos de Pedro II, Rolândia.
    O próximo prefeito(a), certamente passará para história caso consiga realizar o retorno do nome Espírito Santo e fazer uma reparação de um erro crasso que se concretizou quando promoveu a sua autonomia em 1996. Certamente, que o retorno do nome originário contará com o apoio da população local, dos novos vereadores do senador Wellington Dias e dos brasileiros que lutam pela preservação dos valores históricos e cultural de todo o País, incluindo o município do Divino.

    Prof.Dr. Gerson Vieira Camelo disse:
    2013/04/21 às 15:13

    Prof. Dr. Gerson Vieira Camelo

    A criação de um elevado número de municípios no Brasil, sobretudo no decorrer da década de 1990, teve duas faces. A primeira, conseguiu-se a autonomia de inúmeros povoados espalhados por todo o território nacional e a segunda, provocou um grande apagão na história destes locais. Na verdade ocorreu uma desconstrução de que fazia parte da cultura e da dinâmica política e social destes cantos do País. O caso do Espírito Santo, povoado localizado ao norte do município de São João do Piauí, no sudeste do estado do Piauí expressa bem essa situação. Porque, em 1995, conseguiu a almejada autonomia, mas simultaneamente perdeu o seu nome original. Foi substituído por Ribeira do Piauí, algo sem sentido visto que tal denominação significa “local situado na várzea de um rio” e o povoado fica longe do citado espelho d’água.

    Trata-se de um erro político monumental e uma contundente falta de respeito aos fundadores deste povoado (criado no final da década de 1940 e início dos anos de 1950) e com a população local e do seu entorno, porque não foi consultada para esta alteração que resultou no atual nome de invenção. Tal procedimento atenta contra a história, cultura, tradições e os referenciais da população destes locais. Quando na verdade é obrigação de toda e qualquer autoridade, assim como dos cidadãos cuidar e preservar as paisagens naturais e culturais dos campos, vilas, povoados e cidades do Brasil. Não tenho dúvida, que o Espírito Santo foi a vitima da falta de respeito com a sua população, pois se quer realizou um plebiscito para a troca do seu nome já que significativa parcela da população não estava de acordo com esta medida.

    Já estive em algumas regiões do globo terrestre, incluindo a Europa (inclusive estudei na Inglaterra) e a América onde verifiquei o cuidado que o povo destas áreas do mundo tem com a história, cultura e a paisagem dos seus países. Lembro que têm casas comerciais centenárias em todo o continente europeu, assim como as fábricas de cervejas dos padres trapiches na Bélgica, outras na Alemanha, de vinho na França e na Itália que datam do século XII e continuam nos mesmos locais e com os seus nomes originais. Isso também ocorre em países da América, por exemplo o Peru, Chile, Uruguai e na Argentina onde se destaca a existência do Café Tortoni em Buenos Aires, fundado no ano de 1858 e continua funcionando. Neste semestre estou fazendo um curso em Port-of-Spain, capital de Trinidad e Tobago, pequeno país da América Central Insular (ilha) e aqui também se preserva as tradições culturais e a história das aldeias e dos locais deste País. Cabe destacar que preservação e a defesa da história e da cultura destes locais permite que estas regiões recebam milhões de visitantes todos os anos, inclusive a Argentina recebe mais turistas do que o Brasil. Desta forma, temos que cuidar da nossa cultura e da história incluindo os nomes dos locais como o Espírito Santo e do País.

    O Brasil é um país livre e os brasileiros poderão se estabelecer em qualquer lugar do seu território, porém têm que preservar a história e a cultura dos locais porque pertencem a todos os brasileiros. Desta forma, o Espírito Santo sempre foi lembrado em decorrência da imprudência cometida com a troca do nome deste povoado, tanto que muita gente reclama desta medida desrespeitosa. Portanto, o retorno do seu nome original não caiu no esquecimento, por isso, é obrigação incondicional da autoridade constituída assegurar a sua volta, no caso a prefeita Irene Mendes da Silva Cronemberger com a ajuda da Câmara Municipal. Certamente, que a justificativa do fato consumado ou alegar que já passou bastante tempo não pega, a história prova o contrário, inclusive no próprio Piauí. Sabemos que muita gente continua se opondo ao lamentável descuido cometido no ato da autonomia do nosso povoado e reclama que isso precisa mudar, Espírito Santo é o nome do nossa cidade.

    Em todo o mundo se respeita a história, a nomenclatura e os nomes dos lugares dos seus logradouros, por que no Piauí e em outras partes do Brasil é diferente? Inclusive ao tomar posse o presidente, Governador ou prefeito(a)s juram que vão defender todas normas estabelecidas pela Constituição brasileira. Como brasileiro, nascido no Ingongo, território do Espírito Santo, antes parte do município de São João do Piauí, também exijo a volta do seu nome histórico. Não importa quanto tempo passou, porque o nosso direito não pode ser objeto de vontade e capricho de uma pessoa ou de um grupo sem compromisso com a preservação dos valores de nossa terra. Por isso, lembro a prefeita Irene Cronemberger, que fato de comete-se erros acontece, no entanto, os mesmos poderão ser corrigidos e neste momento, esta decisão cabe a Vossa Senhoria, pois os brasileiros do Piauí e dos outros estados do País, cobram providências e aguardam o retorno do nome Espírito Santo-PI.

    anderson.traldi@gmail.com disse:
    2013/07/09 às 22:08

    A HISTÓRIA DO ESPÍRITO SANTO, QUE RIBEIRA DO PIAUÍ INTERROMPEU: UM ATO DE IMPRUDÊNCIA POLÍTICA.

    Anderson Simões Traldi

    Estudante

    Este artigo tem como objetivo colaborar com a campanha; para o retorno do nome Espírito Santo (município situado no Médio Vale do Rio Piauí, no sudeste do Estado), que foi trocado por Ribeira do Piauí, na época de sua autonomia, em 1995. Isso ocorreu de forma injustificada, pois os seus moradores não foram consultados. Desta forma, contamos com a participação de todos aqueles que não aceitam este tipo de medida a qual provocou o apagão da história povoado do Espírito Santo que tornou-se município. Quero lembrar, que a questão do fato consumado não se justifica, pois a alegação de que esta mudança ocorreu há muito tempo é falsa, sobretudo no estado do Piauí onde existe um projeto que propõem a sua divisão emdois estados, portanto teremos mudanças geral e irrestrita (jurídica, política, econômica e geográfica) a vista, caso esta proposta tenha êxito. Neste sentido, a história tem que ocupar o seu lugar, a volta do nome Espírito Santo é imprescindível

    Espírito Santo é mais um lugar que sofreu um apagão histórico quando realisou a sua autonomia, como diz o professor Zuza Vieira Camelo, tiraram o seu nome histórico e deram o apelido de Ribeira. Certamente, que esta troca foi um erro imensurável, por isso, manter esta denominação é inaceitável ou quem sabe uma agressão à inteligência da população local e brasileira no seu conjunto. Já que manter e preservar a história, a cultura e o meio ambiente dos lugares, é obrigação dos gestores, com isso, assegura o direito e a identidade dos seus moradores, que por sua vez tem que zelar peos bens materiais e imateriais de sua terra. Verifiquei a existência de muitas reclamações contra esta medida que eliminou o nome do povoado do Divino e como brasileiro, estudante, morador na cidade de São Paulo recomendo que a prefeita Irene Mendes da Silva Cronemberger, empossada em 1 de janeiro de 2013, seja portadora dos brasileiros nascidos no Espírito Santos, assim como, de todo o território brasileiro e execute o retorno do nome originário deste local. Não podemos aceitar pacificamente este tipo de desrespeito com a história e a cultura da gente de sua cidade que tem de ser o Espírito Santo-PI

    Tive o cuidado de fazer um levantamento a respeito deste município e verifiquei que existe um livro: “Espírito Santo: Um pontinho do Brasil que não pode ser apagado” e vários artigos que tratam da forma antidemocrática como alterou o nome do antigo povoado e reclamam o retorno do Espírito Santo, nisso inclui-se um projeto elaborado por um vereador do município com o mesmo objetivo. Por outro lado, não há uma única justificativa por parte dos prefeitos anteriores que deram a denominação de Ribeira tomar tal medida e ao mesmo tempo continuar com este erro. No que diz respeito ao âmbito jurídico e formal, não existe qualquer restrição ao retorno do nome originário de qualquer lugar, tanto que isso já ocorreu várias vezes no Brasil e no exterior, portanto o Espírito Santo pode voltar. Porque no seu caso, de certo cometeram um erro já que existia reclamação por parte dos moradores, neste caso a Constituição Federal recomenda a realização de plebiscito, isto não foi feito, portanto o retorno do seu nome é a melhor medida, visto que nem os ateus são contra o Espírito Santo.

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