Madeireiros de Boca do Acre se reúnem com técnicos e autoridades para achar uma saída e regularizar a atividade

Publicado em Atualizado em

O setor madeireiro de Boca do Acre se reuniu nesta segunda-feira (14) com o intuito de buscar uma solução para o problema que se apresenta. A reunião aconteceu no diretório do Partido dos Trabalhadores, por volta das 8 horas da noite, e teve a participação de profissionais do Ibama, a Câmara Municipal de Boca do Acre, representada pelos vereadores Francisco Vasconcelos (PT) e José Noronha (PMDB) e a presença muito aguardada da prefeita Maria das Dores.

 

OMISSÃO DO GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS: O PROBLEMA DO SETOR

O principal problema do setor madeireiro de Boca do Acre está sendo a informalidade, que deságua na ilegalidade dos trabalhos que são executados pelos mesmos. Segundo exposição do presidente do sindicato, Aldálio Noronha, toda cadeia produtiva está entranhada e travada, tendo que trabalhar praticamente às escondidas, tudo por conta da ausência do governo do estado do Amazonas, que não se faz presente no município, através do Ipaam, órgão que regulamenta as ações do setor primário, principalmente na área de extração e beneficiamento da madeira. Segundo Aldálio, há dez anos que o sindicato está lutando para regularizar a situação. “Já enviamos vários documentos ao Ipaam, para que o mesmo venha fazer todo o trabalho de legalização da nossa atividade, mas até agora só temos ouvido promessas e o tempo passando e agora estamos nos vendo numa situação de que o pior pode acontecer conosco. Temos que ter licença para trabalhar e quem pode nos dar isso está simplesmente omitindo-se”, explicou o presidente do sindicato. Os integrantes do Ibama explicaram que entendem a situação e lamentam que tudo isso esteja acontecendo, entretanto, o trabalho deles enquanto instituição precisa ser feito e infelizmente em fiscalizações que forem dirigidas à atividade madeireira, se as irregularidades não forem corrigidas, as decisões dentro da lei deverão ser tomadas e isso implica em apreensões de madeira, de maquinário, entre outras questões. Os profissionais do órgão reconhecem ainda que existe muita “inércia” por parte do Ipaam e por isso a situação se encontra do jeito que está.

SOLUÇÃO PARA UM POSSÍVEL CAOS

Os vereadores que estavam presentes ao encontro se disponibilizaram a atuar de forma eficiente para resolver o problema. A prefeita Dorinha disse que várias ações junto ao Governo do Estado foram feitas, com documentos sendo entregues diretamente nas mãos do governador. Porém, a gestora de Boca do Acre se colocou à disposição para a resolução da problemática, pois trata-se de mais de 300 empregos gerados indiretamente e mais de 1200 gerados de forma indireta. Ela ainda agradeceu a presença de todos e parabenizou pela união da classe. Dorinha solicitou que o Ibama desse os encaminhamentos de como resolver esse entrave da forma mais rápida possível. Ao final da reunião foi formada uma comissão que irá reivindicar junto ao Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal, pedindo que o órgão responsável atue para que a atividade seja regularizada, os empregos mantidos e a geração de renda aconteça de forma legal e saudável. A situação dos madeireiros de Boca do Acre é classificada como delicadíssima, pois como foi pronunciado na reunião, a qualquer momento o Ibama pode focar o setor numa provável ação fiscalizatória e, na situação em que as empresas se encontram, provavelmente muitos trabalhadores perderão seus empregos, por conta até do fechamento de serrarias e movelarias.

Fonte: Portal do Purus

Fotos: Gilmar Peron

Uma opinião sobre “Madeireiros de Boca do Acre se reúnem com técnicos e autoridades para achar uma saída e regularizar a atividade

    Rosinaldo S. Alexandre disse:
    2011/02/27 às 15:48

    Aqui em Lábrea a situação do setor madeireiro é praticamente a mesma de Boca do Acre e diga-se de passagem de quase todos os municípios do estado do Amazonas… O que mais desanima é que os trabalhadores do setor “correm” procurando os órgãos do Estado, responsáveis pela regularização e o Estado em contra partida nada faz e os trabalhadores correm o risco de perder seus empregos.
    Mais entristecedor ainda é o fato de vivermos no estado com maior cobertura vegetal do país podendo ser aproveitado de várias formas e na maior parte das ações dos governos estadual e federal na área ambiental é a criação de Unidades de Conservação, que devem sim ser criadas e regulamentadas, mas também devemos lembrar que vivem várias pessoas que muitas vezes praticam atividades, como exploração de recursos de forma ilegal, como é o caso dos madeireiros de Lábrea e Boca do Acre e para tentar resolver essa situação o Estado pouco ou quase nada faz… Opa corrigindo, faz sim manda o IBAMA pra cumprir sua função de fiscalizar e por consequência autuar, multar e apreender produtos e materiais desses trabalhadores que se encontram ilegais não por vontade deles!!!

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