CPI da Pedofilia da Câmara Federal pede intervenção em Coari

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Coleta de depoimentos de testemunhas, vítimas e pessoas ameaçadas, além de visitas in loco a casa de duas pessoas que tiveram suas residências alvejadas, nas duas últimas semanas, foram as pautas do dia da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes da Câmara Federal, durante toda a quinta-feira (20), em no município de Coari. Com estas informações, a CPI vai entrar com um pedido junto ao Ministério Público Federal (MPF), solicitando a intervenção naquele município.

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A primeira visita a Coari deste ano foi uma solicitação do deputado estadual Luiz Castro à presidente e relatora da CPI, Érika Kokay e Lílian Sá, respectivamente. O pedido foi acatado devido às duas ameaças de morte sofridas por pessoas contrárias ao esquema de pedofilia no município, que tem o atual prefeito, Adail Pinheiro, como suspeito de chefiar uma quadrilha de abuso e exploração sexual de menores e desvio de verba pública.

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A deputada Érika Kokay informou, ainda em Coari, que os depoimentos serão somados a outras denúncias coletadas pela CPI, com o objetivo de pedir a intervenção federal no município. Para ela, o clima de ‘terror e ameaças’ é sentido nas ruas da cidade. “Percebemos, pelos relatos das pessoas nas ruas e de denunciantes, um temor generalizado no município e que a causa é a presença de pessoas, em cargos públicos, ligadas ao prefeito de Coari”, afirmou a presidente da CPI.

 

Ameaças

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A tarde, seis pessoas foram ouvidas pela CPI, de acordo com o deputado Luiz Castro. Ao todo, foram seis depoimentos: três homens, alvos de retaliação por serem contra Adail Pinheiro, e três vítimas da exploração sexual. “Estes novos depoimentos só comprovam que o prefeito ainda comanda a cidade, mesmo preso em Manaus há quase duas semanas”, assinalou Castro.

 

A comitiva de 38 pessoas (entre representantes de órgãos públicos e da sociedade civil organizada) visitou primeiro a casa de Raione Queiroz, membro do Conselho de Cidadãos de Coari (Concico), que sofreu uma ameaça nesta segunda-feira (17), após o término de uma reunião com outros líderes comunitários. Por volta das 22h, uma pessoa invadiu a casa de Queiroz, no bairro Ciganópolis, e atirou contra uma cadeira da sala, onde o morador costuma estudar.

 

Em seguida, os membros da CPI conversaram com uma família que teve sua casa alvejada, no último dia 9 de fevereiro. O ameaçado, que preferiu não se identificar, contou que teve o cachorro de estimação morto a tiros, em frente a residência.

 

‘Casa de vidro’

 

Durante a visita, a comitiva foi até a ‘Casa de Vidro’, imóvel onde teriam acontecido a exploração e o aliciamento das menores de idade. As vítimas dos abusos, de acordo com o representante do Movimento Nacional de Direitos Humanos – Região Norte, Renato Souto, eram primeiro escolhidas por meio de fotos, enviadas a Adail Pinheiro.

 

“O prefeito avaliava as meninas e, após as escolhas, o grupo levava as menores para uma residência, chamada Casa de Vidro. Lá, as crianças eram dopadas e drogadas, e então faziam um círculo e Adail indicava sua vítima daquela noite”, revelou Souto. Atualmente, 13 famílias que denunciaram o abuso das menores em Coari estão no Programa de Proteção às Testemunhas, do governo federal.

 

Chamou a atenção da comitiva a estrutura do imóvel: muro alto de alvenaria, pintada, com porta e portão de alumínios, garagem, em um bairro afastado do Centro (Ciganópolis) sem asfalto e com as casas predominantemente feitas de madeira, com um poço artesiano inaugurado mas sem funcionamento.

 

Para Renato Souto, a vinda da CPI (a terceira desde que foi criada), trouxe acalanto ao povo de Coari. “Foi um dia importante: os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário estão juntos pela luta contra a exploração sexual”, avaliou.

 

Estiveram presentes na comitiva o deputado estadual José Ricardo; a procuradora-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT-AM), Alzira Melo; a presidente e a conselheira do Conselho Nacional da Criança e Adolescentes (Conanda), Miriam Santos e Késia Araújo (respectivamente); a coordenadora do Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes, Lucimar Weil;  a representante da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, Joacy Pinheiro; e Marcelo Nascimento, coordenador geral do programa de fortalecimento de Conselhos (SDH/PR).

 

Texto: Assessoria do Deputado Luiz Castro

Fonte: ale.am.gov.br

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