No AM, torna-se mais caro comer feijão com arroz

feijão com arros

Consumir feijão com arroz, itens indispensáveis na mesa das famílias amazonenses, ficou mais caro em outubro. Os produtos estão entre os que mais contribuíram para a alta de 1,39% no custo médio da cesta básica, que foi de R$ 306,69 de acordo com pesquisa realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Com o aumento do valor da cesta a capital amazonense se mantém como a 8°cesta mais cara dentre as 18 capitais onde é realizada a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, seguindo definições do Decreto-Lei 399, de 30 de abril de 1938.

O preço da cesta básica de Manaus, composta por 12 produtos, apresentou alta de 1,39% em relação ao mês de setembro. No mês anterior o conjunto de itens alimentícios essenciais custava R$ 302,49. Em outubro de 2013 a cesta básica custou R$ 300,59.

Seis produtos apresentaram alta, cinco diminuíram seus preços e um produto não apresentou variação no mês analisado, influenciando o custo total da mesma que ficou 1,39% mais cara no mês. O feijão (13,33%) foi o produto que apresentou maior alta no mês seguido da banana (10,92%), do arroz (6,2%), da carne (4,09%), do café (2,15%) e do leite (1,32%).

Com (-7,22%) a manteiga foi o produto que apresentou a maior redução no mês seguido do tomate (-3,89 %), da farinha (-2,49%), do pão (-2,29%) e do óleo (-1,85%) e o açúcar e não teve seu preço alterado no mês analisado.

No caso do feijão carioquinha, na contramão do ocorrido na maioria das cidades pesquisadas, isto se deve, em parte, ao fato de que o produto acumula em Manaus uma variação negativa ao longo dos últimos meses. Em 12 meses, a variação acumulada é de (-33,93%) e no ano de -24,07(%).

Segundo o Dieese, Houve aumento do preço do arroz em 11 cidades, com destaque para Manaus com alta de (6,20%) no mês. No ano o produto apresenta variação de (3,24%) e nos últimos 12 meses alta de (4,4%). No Rio Grande do Sul, o principal produtor do país, o excesso de chuvas adiou parte da semeadura do arroz, que deveria ter acontecido em meados de setembro.

Além disso, há um baixo interesse em negociar o produto, tanto do lado do produtor, que segura os lotes para pressionar a alta de preços, quanto do comprador, que não tem interesse em novas aquisições. Já a demanda dos grandes centros vem sendo atendida pelos estoques do governo.

Poder de compra

Comparativamente com setembro de 2014 um trabalhador que ganha um salário mínimo em Manaus comprometeu, em outubro, 46,04% de seu rendimento líquido – R$ 666,08 após o desconto de 8% referente à contribuição previdenciária – com a aquisição dos alimentos básicos. Em setembro o comprometimento foi de 45,41%.

No acumulado até outubro, 13 capitais apresentaram alta no valor da cesta básica. As maiores elevações ocorreram em Florianópolis (10,60%), Aracaju (7,40%), Rio de Janeiro (6,52%) e Brasília (4,68%). As reduções foram verificadas em Natal (-2,96%), Salvador (-2,76%), Campo Grande (-1,65%), Belo Horizonte (-1,52%) e Manaus (-0,33%).

Via: A Crítica

FONTE: PN Mídia
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