Justiça condena Adail Pinheiro a mais de 11 anos de prisão, no AM

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Decisão cabe recurso; Adail está preso em Manaus desde fevereiro.Julgamento ocorreu na manhã desta terça-feira (18).

Prefeito adail

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) condenou o prefeito afastado de Coari, a 363 km deManaus, Adail Pinheiro, a 11 anos e 10 meses de prisão em regime fechado, nesta terça-feira (18). Ele estava sendo acusado de favorecimento à prostituição, além de improbidade administrativa. Adail está preso em Manaus suspeito de integrar uma rede de exploração sexual de menores no Amazonas. A decisão cabe recurso.

A ação de pedofilia, julgada nesta terça-feira, é resultado de uma denúncia feita pelo Ministério Público em 2009, após investigação feita pela Polícia Federal (PF). O julgamento foi realizado a portas fechadas.

Além de Adail, também foram condenados na ação o ex-secretário de administração de Coari, Adriano Teixeira Salan e a ex-servidora da Prefeitura, Maria Lândia Rodrigues dos Santos, além de Osglébio Fernandes Gama e Eudes Souza Azevedo. Salan foi condenado a 10 anos e 5 anos. Lândia recebeu 11 anos. Osglébio e Eudes pegaram 13 anos e 6 meses de detenção. As condenações dos réus ocorreram por unanimidade.

Outro processo julgado foi referente a uma ação de improbidade administrativa de 2012, que investigava a contratação irregular de funcionários da Prefeitura. Adail foi condenado, pelo relator desembargador João Mauro Bessa, a um ano e 2 meses. A pena foi revertida à prestação de serviços comunitários.

A Justiça também analisou pedido de intervenção de Coari, solicitado pelo Ministério Público do Estado (MPE). O pleno votou que o município de Coari não deve sofrer intervenção. A ação afirmava que Adail teria nomeado conselheiros tutelares sem eleições diretas. A Justiça alegou que procuradores do Município comprovaram que as irregularidades foram solucionadas.

O relator do caso, desembargador Rafael Romano, afirmou que a defesa chegou a entrar com pedido de adiamento do julgamento, alegando que não haviam sido avisados no prazo de 48 horas. No entanto, a solicitação foi indeferida pela Corte. Segundo o TJAM, no dia 27 de outubro, a presidente TJAM, desembargadora Graça Figueiredo, emitiu certidão no site do tribunal informando que o processo seria julgado nas próximas sessões do Tribunal.

“Todos os que estavam aqui hoje, foram julgados como réus e acusados. Todos os outros que existirem vão ser julgados com a mesma coerência que aconteceu hoje. Quem pegou a pena mais alta foi o Osglébio e Eudes, porque eles usaram de arma para conduzir adolescentes até Manaus para entrar para o patrão”, disse Romano.

O desembargador informou ainda que votou para a perda imediata do mandato do Prefeito de Coari após o julgamento de todos os recursos. A decisão também determina que Adail cumpra a pena em uma penitenciária comum, caso os recursos não sejam aceitos.

O G1 tentou contato com os advogados de defesa de Adail Pinheiro, mas nenhum dos dois representantes quis falar com imprensa.

Grupo pede que justiça mantenha prisão (Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)Grupo organizou protesto nesta manhã.
(Foto: Suelen Gonçalves/G1 AM)

Protesto
Em frente ao Tribunal de Justiça, um grupo de cerca de 30 pessoas fez protesto contra casos de abuso sexual de crianças de adolescentes no estado. Manifestantes usaram cartazes para cobrar celeridade nos julgamentos que envolvem de Adail Pinheiro.

O protesto, que ocorreu na Avenida André Araújo, foi organizado pelo Conselho Nacional de Direitos Humanos da Região Norte. Diversas associações participaram do movimento. Durante o ato, manifestantes ocupavam as duas faixas da via e fiziam um minuto de silêncio.

Entenda o caso
Adail Pinheiro está preso, em Manaus, desde o dia 8 de fevereiro acusado de chefiar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes no município de Coari, onde foi eleito prefeito três vezes. Ainda segundo o Tribunal de Justiça do Amazonas, tramitam na justiça estadual seis processos contra Adail relacionados à exploração sexual e favorecimento à prostituição. Ele também responde a diversos processos de improbidade administrativa

Fonte: http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia

 

 

 

 

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