PREFEITO E VICE-PREFEITO DE HUMAITÁ SÃO PRESOS NA ‘OPERAÇÃO LEX TALIONIS’ DA POLÍCIA FEDERAL

Publicado em Atualizado em

Participam da operação 120 Policiais Federais, que dão cumprimento a 28 mandados judiciais expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. São 15 (quinze) mandados de busca e apreensão e 13 (treze) de prisão temporária. Os crimes investigados (associação criminosa e dano qualificado) preveem penas que somadas podem chegar a 6 anos de prisão.

 

seixas preso
Foto: Portal Fato Amazônico

 

Humaitá, 27/03/2018

A participação do prefeito de Humaitá, Herivaneo Seixas na manifestação, comprovada por vídeos, ocorrida em outubro do ano passado que resultou no incêndio e destruição de bens móveis e imóveis dos órgãos públicos federais IBAMA, ICMBIO e INCRA na cidade, o tornou na manhã desta terça-feira(27) um dos alvos da Operação “Lex Talionis” deflagrada pela Polícia Federal no município e ainda o levou para a prisão.

O vice-prefeito Rademarque Chaves, o vereador Antônio Carlos de Almeida, o “Totinha”, vice-presidente da Câmara Municipal e Manoel Domingos também foram presos, o vereador Raimundo Cruz, estaria foragido.
A ação tem o objetivo de coletar provas e de efetuar a prisão de integrantes da associação criminosa.

Os agentes amanheceram na casa de Herivaneo Seixas, localizada na Rua Monteiro, Centro de Humaitá, saíram com ele preso depois de uma minuciosa busca e apreensão. Os policiais cumprem 15 mandados de busca e apreensão e 13 de prisão temporária.
Os policiais federais ainda tiveram nas residências de Riça Júnior, chefe de gabinete do prefeito e dos vereadores Manuel Domingos e Raimundo Cruz, conhecido como “Bentivi”.

Na casa do vereador, Raimundo Cruz, de acordo com fontes do Fato Amazônico, os agentes saíram de lá levando presa a filha do parlamentar, Mariana Cruz.

Depredação do patrimônio Público

Os danos aos bens públicos causaram prejuízo avaliado em R$ 1.101.052,87 (um milhão, cento e um mil, cinquenta e dois reais e oitenta e sete centavos) para os cofres públicos federais.

A denominação da operação faz alusão à Lei de Talião, do latim “lex talionis”, conhecida pela máxima “olho por olho, dente por dente”. A Lei de Talião deter

mina que a punição infligida deve corresponder em grau e espécie à ofensa do transgressor. No caso em questão, os garimpeiros de Humaitá/AM incendiaram os prédios públicos dos órgãos de fiscalização pelo fato de terem tido suas dragas, embarcações que estavam sendo utilizadas na atividade garimpeira ilegal, inutilizadas pelo IBAMA durante a Operação Ouro Fino.

Fonte: Portal Fato Amazônico

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s