Boca do Acre

Governador Omar Aziz: Muitas promessas para Boca do Acre e nenhuma realidade.

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O governador do estado do Amazonas, Omar Aziz, é a maior prova da continuidade de uma politicagem mesquinha de um modelo arcaico de gestão. Apesar de estarmos no século XXI, em que impera a modernidade, a tecnologia de ponta, a sociedade ainda vivencia princípios políticos e administrativos antiquados.

O governador do estado do Amazonas, Omar Aziz, eleito em 2010 com maioria avassaladora dos votos, inclusive em Boca do Acre, simplesmente virou as costas para o município. Ainda está fresquinho na memória de todos as promessas feitas quando assumiu a gestão estadual, assim que o então governador Eduardo Braga deixou a cadeira do executivo para abiscoitar uma das vagas no Senado Federal.

A primeira foi em junho de 2010, na primeira visita dele ao município de Boca do Acre. O palco para o discurso inflamado foi o do ginásio da escola estadual Antonio José Bernardo Vasconcelos. É voz latente na lembrança de quem presenciou o ato solene, quando Omar Aziz direcionou as palavras a um de seus comandados, pedindo que no dia seguinte um plano de recapeamento do bairro Praia do Gado tivesse cedinho em cima de sua mesa, para que as providências fossem tomadas. Na ocasião, todos vibraram, principalmente os moradores desse bairro.

O segundo momento de promessas e mais promessas foi novamente no castigado bairro Praia do Gado. Dessa vez Omar falou como governador e como candidato à reeleição, lamentando a situação das ruas da cidade e afiançando que se vencesse a disputa eleitoral, a cidade seria a ‘Princesinha do Purus’, com escola de tempo integral, implantação do ‘Ronda do Bairro’, levando o policiamento mais perto do cidadão, recapeamento completo da zona urbana e um show para celebrar sua vitória. O então candidato ainda brincou que seria um show de nível nacional.

Vãs palavras e o povo tolo acreditando e aplaudindo. Hoje, a ‘Princesinha do Purus’ mais parece uma velha senhora mal cuidada, sem escola de tempo integral, com índices de violência alarmantes e o único show de nível nacional foi o cantor Reginaldo Rossi, que se apresentou no 17º Festival de Praia de Boca do Acre, contratado pela prefeitura de Boca do Acre, que organizou o evento sem um centavo sequer de participação do governo do Estado, que inclusive prometeu ajuda. Para finalizar o não cumprimento das promessas, é só olhar exatamente para a rua Tião Leite, local da realização do comício, que está em estado deplorável, assim como grande parte da malha viária de Boca do Acre.

Qual é a explicação para que o governo estadual tenham esquecido o município que lhe proporciona uma das maiores arrecadações? A voz corrente é que o principal motivo é que a prefeita Maria das Dores e Omar Aziz não comunguem da mesma ideologia política e não sejam adeptos da mesma cor partidária. E o povo que deu a ele maioria dos votos não conta? Por isso que existe a taxação de governo de pensamentos e ações retrógradas, que administra pela cor partidária e desmerece quem teve a livre escolha de apoiar e votar em outrem.

Mas é importante que o povo de Boca do Acre não fique mais aflito. 2012 chegou, é ano eleitoral no município e o asfalto virá, com o mesmo propósito que veio em 2008, tentando eleger o candidato do governo. É o famigerado asfalto eleitoreiro.

Fonte: Portal do Purus

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Alívio para os pequenos:Ministra do Meio Ambiente determina suspensão de embargos em Boca do Acre

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Brasília – A ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, determinou na noite desta quarta-feira (6) que uma comissão do Ibama vá até a cidade de Boca do Acre no sul do Amazonas neste sábado (9) para se reunir com 246 pequenos produtores da região e viabilizar um acordo que permita que suas terras não sejam embargadas e confiscadas. A decisão foi tomada em uma audiência solicitada pelo senador Eduardo Braga (PMDB-AM) com a ministra de que participaram a prefeita da cidade amazonense, Maria das Dores Oliveira, o secretário de Meio Ambiente do município, Ildo Gardingo, uma comissão de vereadores e um casal de pequenos proprietários que está para ter sua propriedade de 25 hectares confiscada pelo Ibama. Os senadores João Pedro (PT-AM) e Vanessa Graziotin (PC do B-AM), e o deputado Átila Lins (PMDB-AM) também participaram. O grupo argumenta que ao longo dos 30 anos de existência do município, o Ibama esteve ausente da região e, portanto, não concedeu o licenciamento necessário para regularizar estas propriedades. Os autuações que estão em curso agora são por desmatamento ou queima sem autorização. O pequeno produtor Edegar Manoel da Silva e sua esposa, donos da propriedade de 25 hectares onde criam 20 cabeças de gado, foram multados em R$ 286 mil. Como o processo já está em fase final, se eles não pagassem, teriam a terra confiscada. Parte destas 246 propriedades ficam em assentamentos do Incra, chamados Monte I e Monte II. “A solicitação seria o adiamento do embargo para que se pudesse construir um acordo: eu diria que entre 60 e 90 dias as terras estarão legalizadas. Haveria um prazo terminativo, as terras que não tivessem o licenciamento seriam embargadas”, resumiu o senador Eduardo Braga. Na presença do presidente do Ibama, Kurt Trennepohl, e após ouvir detalhes sobre o pleito, a ministra do Meio Ambiente determinou que a comissão do Ibama se reúna com representantes do Incra, do governo do Estado do Amazonas para firmar termos de compromisso individuais com cada um dos proprietários rurais. A condição para que os embargos sejam suspensos pelos próximos seis meses é que durante este período não haja qualquer tipo de desmatamento. “Não pode haver queimada, nem derrubada de árvore”, combinou a ministra. “Quando vocês forem falar nas rádios de Boca do Acre têm que explicar aos produtores que não podem desmatar mais nada, se não o acordo zera”, frisou o senador e ex-governador Eduardo Braga.

fonte: Amazonas Notícias

Madeireiros de Boca do Acre se reúnem com técnicos e autoridades para achar uma saída e regularizar a atividade

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O setor madeireiro de Boca do Acre se reuniu nesta segunda-feira (14) com o intuito de buscar uma solução para o problema que se apresenta. A reunião aconteceu no diretório do Partido dos Trabalhadores, por volta das 8 horas da noite, e teve a participação de profissionais do Ibama, a Câmara Municipal de Boca do Acre, representada pelos vereadores Francisco Vasconcelos (PT) e José Noronha (PMDB) e a presença muito aguardada da prefeita Maria das Dores.

 

OMISSÃO DO GOVERNO DO ESTADO DO AMAZONAS: O PROBLEMA DO SETOR

O principal problema do setor madeireiro de Boca do Acre está sendo a informalidade, que deságua na ilegalidade dos trabalhos que são executados pelos mesmos. Segundo exposição do presidente do sindicato, Aldálio Noronha, toda cadeia produtiva está entranhada e travada, tendo que trabalhar praticamente às escondidas, tudo por conta da ausência do governo do estado do Amazonas, que não se faz presente no município, através do Ipaam, órgão que regulamenta as ações do setor primário, principalmente na área de extração e beneficiamento da madeira. Segundo Aldálio, há dez anos que o sindicato está lutando para regularizar a situação. “Já enviamos vários documentos ao Ipaam, para que o mesmo venha fazer todo o trabalho de legalização da nossa atividade, mas até agora só temos ouvido promessas e o tempo passando e agora estamos nos vendo numa situação de que o pior pode acontecer conosco. Temos que ter licença para trabalhar e quem pode nos dar isso está simplesmente omitindo-se”, explicou o presidente do sindicato. Os integrantes do Ibama explicaram que entendem a situação e lamentam que tudo isso esteja acontecendo, entretanto, o trabalho deles enquanto instituição precisa ser feito e infelizmente em fiscalizações que forem dirigidas à atividade madeireira, se as irregularidades não forem corrigidas, as decisões dentro da lei deverão ser tomadas e isso implica em apreensões de madeira, de maquinário, entre outras questões. Os profissionais do órgão reconhecem ainda que existe muita “inércia” por parte do Ipaam e por isso a situação se encontra do jeito que está.

SOLUÇÃO PARA UM POSSÍVEL CAOS

Os vereadores que estavam presentes ao encontro se disponibilizaram a atuar de forma eficiente para resolver o problema. A prefeita Dorinha disse que várias ações junto ao Governo do Estado foram feitas, com documentos sendo entregues diretamente nas mãos do governador. Porém, a gestora de Boca do Acre se colocou à disposição para a resolução da problemática, pois trata-se de mais de 300 empregos gerados indiretamente e mais de 1200 gerados de forma indireta. Ela ainda agradeceu a presença de todos e parabenizou pela união da classe. Dorinha solicitou que o Ibama desse os encaminhamentos de como resolver esse entrave da forma mais rápida possível. Ao final da reunião foi formada uma comissão que irá reivindicar junto ao Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal, pedindo que o órgão responsável atue para que a atividade seja regularizada, os empregos mantidos e a geração de renda aconteça de forma legal e saudável. A situação dos madeireiros de Boca do Acre é classificada como delicadíssima, pois como foi pronunciado na reunião, a qualquer momento o Ibama pode focar o setor numa provável ação fiscalizatória e, na situação em que as empresas se encontram, provavelmente muitos trabalhadores perderão seus empregos, por conta até do fechamento de serrarias e movelarias.

Fonte: Portal do Purus

Fotos: Gilmar Peron

Boca do Acre cria o seu Conselho Municipal de Meio Ambiente

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O conselho foi estruturado nesta segunda feira (17) na sede da Secretaria de Produção de Boca do Acre. O conselho é um órgão que deve ter a participação e o conhecimento de toda a população. Por excelência, um fórum de debates e de construção de conhecimento sobre o meio ambiente do local onde se vive. Pode-se dizer de passagem que é um espaço mais adequado para administrar conflitos, propor acordos e construir uma proposta de gestão que esteja em acordo com os interesses econômicos, sociais e ambientais locais.

O evento reunião vários órgãos importantes do município, como a Marinha, IDAM – Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Amazonas, AABA – Associação Agropecuária de Boca do Acre, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Banco da Amazônia, ICMBIO – Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e Prefeitura Municipal.

Para que serve?
O Conselho Municipal de Meio Ambiente tem a função de opinar e assessorar o poder executivo municipal – a prefeitura -, suas secretarias e o órgão ambiental municipal nas questões relativas ao meio ambiente. Nos assuntos de sua competência, é também um fórum para se tomar decisões, tendo caráter deliberativo, consultivo e normativo.

Caberia ao Conselho:
Propor a política ambiental do município e fiscalizar o seu cumprimento;
Promover a educação ambiental;
Propor a criação de normas legais, bem como a adequação e regulamentação de leis, padrões e normas municipais, estaduais e federais;
Opinar sobre aspectos ambientais de políticas estaduais ou federais que tenham impactos sobre o município;
Receber e apurar denúncias feitas pela população sobre degradação ambiental, sugerindo à Prefeitura as providências cabíveis.

Essas são algumas das atribuições possíveis, mas cada município pode estabelecer as competências do seu Conselho de acordo com a realidade local.

Fonte: Portal do Purus

foto: Josimar