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DESCASO NA SAÚDE: CORPO DE INDÍGENA DE LÁBREA É TRANSPORTADO DE BARCO

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Recreio levou sete dias de uma viagem de Manaus a Lábrea , situação que causou enorme constrangimento e revolta na família

 
 
Infelizmente mais um evento negativo ocorreu esses dias dentre muitos outros  que acontecem no cotidiano da nossa cidade de Lábrea. Essa implicação se deve pelo fato mais uma vez de desinteresse e descaso do poder público e entidades relacionadas no dever de dar assistência aos cidadãos contemplados por um programa ou projeto. Nesta semana circulou um comentário sobre a morte de um indígena em Manaus e que seu corpo estaria sendo transportado via fluvial, ou seja, por um recreio que faz linha entre Manaus/Labrea, Labrea/Manaus.
O Vazos do Purus que é um jornal com demonstrativo e conteúdo e que tem o total foco  nas investigações nos assuntos sociais foi procurar confirmar o enredo que se propagava no nosso município,e por incrível que pareça nem bem começamos a investigar e já fomos procurados pela Sra.Cecilia Conceição Rodrigues 65 anos (foto acima), que é  esposa do então falecido que indignada com o descaso pediu que denunciássemos o ocorrido desleixo com a função social que os agentes  da FUNAI, FUNASA e Prefeitura que se dizem aptos e que são remunerados a resolverem os problema principalmente no que diz  respeito a área indígena. O Sr.Pedro Maximino da Costa 75 anos pertencente a tribo apurinã deu  entrada no hospital de Lábrea com um problema agravado de próstata e ficou em observação e depois sendo enviado para a casa do índio (CASAI) onde os seus familiares teriam que tomar providencias para encaminha-lo a Manaus por não haver condições de tratamento pelo hospital regional em Labrea. Os seus filhos Samuel e Felisberto tomaram a iniciativa de procurarem a FUNASA para terem apoio no transporte do seu pai,quando foram atendidos pelo enfermeiro Valderez que deu esperança e assegurou que resolveria o problema de locomoção do enfermo para Manaus e pedindo que aguardassem. Quando voltaram a procurar Valderez, ele alegou que não tinha condições de fazer nada pelo fato do senhor Pedro não ser indígena. Veja bem, o documento abaixo prova que ele é indígena , o que nem precisava , pois toda acomunidade reconhece que ele é um indígena.
Samuel então procurou a assistência social do município onde conseguiu a liberação de duas passagens aéreas onde algumas horas depois embarcaram com encaminhamento para serem recebidos no aeroporto pela representante da CASAI (Casa de Saúde do Índio) em Manaus, a Sra. Adriana e que imediatamente foi levado ao 28 de Agosto e dando entrada mais propriamente no dia 30 de abril e falecendo no dia 22 de maio. Sr Pedro Apurinã ficou 2 dias no SECOM  e falaram que não era responsabildade deles e então voltou novamente para o 28 de agosto. Samuel procurou a assistente da CASAI Adriana e ela mandou o motorista de uma funerária provavelmente credenciada para fazer serviços para a prefeitura de Lábrea ,levar o corpo para a funerária onde ficou lá. Na manhã seguinte Samuel e Adriana foram tirar a certidão de óbito no cartório. Ela pediu o aguardo para conseguir as passagens para retornarem a Lábrea,no que Samuel pensou logicamnte que seria de avião por a família ter a pressa de ter o corpo em Lábrea para fazer o velório e seputamento.
 
Corpo foi trazido pelo recreio
 
No outro dia Samuel depois de passar uma noite conturbada na funeraria e não lá digna de um cidadão,foi informado que o corpo já havia sido embarcado(observem leitores eu não disse em embalsamado mas sim embarcado)e ficou surpreso com aquilo tudo pois ele sabia que o recreio levaria aproximadamente 7 dias de viagem e que os familiares não teriam o corpo do seu pai para fazer o velório. Samuel achou que tudo o que estava acontecendo era muito estranho e perguntou se não era incorreto aquela atitude, e alegou que o agente funerário comentou que tudo estava dentro da normalidade e que havia outros corpos que iriam ser também despachados por ônibus,barco e balsas e que costumavam despachar até para Belém de recreio.
 
 
 Embarcaram o corpo terça dia 24/05 no recreio do Sr Antonio Feitoza (Anjo Gabriel) e que o barco só saiu na quarta feira dia 25/05 aproximadamente 2 horas da tarde. Pela presente informação que temos é que a FUNAI não sabia do ocorrido pelo menos até quinta feira dia 26,quando tomou o conhecimento juntamente com o pessoal da FOCIMP (Organização Indígena) foram reclamar junto a FUNASA e Prefeitura,e ficou acertado que uma voadeira da FUNASA de Tapauá iria ao encontro do recereio que já estava próximo a Tapauá para trazer o corpo até a boca do “furo do curacurá” divisa de Canutama com Tapauá onde a FUNASA, depois de receber pressão da FOCIMP, iriam ao encontro para trazer o corpo para Lábrea, como foi feito e o corpo chegou aproximadamente as 11:30 hs no domingo dia 30/05. Perguntamos agora o porque desse embaraço todo- será que contamos com pessoas que não tem qualificação a altura para prestar o serviço esencial  e de  suma importância no que se diz a saúde de todos nós e principalmente ao do povo indígena que precisa de mais atenção. Fizemos uma estimativa de valores gastos e prejuízo humano: mil e quinhentos litros de gazolina,oitocentos reais que esta no recibo emitido pelo proprietario do recreio,desgaste de componente mecânicos,desgaste físico e emocional para a família,desgaste e constrangimento aos passageiros do barco que já enfrentam uma viagem stressante,desgaste físico dos agentes de Tapauá e Lábrea que foram buscar o corpo; e com certeza se fossemos mexer a fundo descobriariamos mais prejuízos. Perguntamos porque se gastar tanto dinheiro público se era simplesmente transportarem de avião e a família já teria feito feito o velório e consequentemente o enterro.
Fica aí essa pergunta principalmente ao Ministério Público que ultimamente tem deixado a desejar na função de seu representante e principalmente no que diz respeito aos indígenas.
Deixamos aqui o nosso mais sincero pêsames.
 
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