Hidrelétricas

Rondônia: Primeira turbina da Usina de Santo Antônio para de funcionar, superaquecimento pode ter sido causa

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O problema estrutural do suposto desnível do “berço” da turbina foi descartado verbalmente pela empresa

Porto Velho , 13 de janeiro de 2012

Um mega projeto na Amazônia para a geração de energia elétrica que vai garantir a continuidade do crescimento econômico brasileiro. Duas hidrelétricas pioneiras que chegaram a Rondônia para domar o revolto Rio Madeira e suas outrora “temidas cachoeiras”. Estas são as Usinas de Santo Antonio e Jirau em Porto Velho que são atualmente as vitrines do PAC ( Programa de Aceleração do Crescimento)  do governo Dilma Roussef.  O projeto pretende usar o grande volume de água que só os grandes rios da região norte brasileira possuem para implantar um novo projeto de turbinas tipo bulbo. Porém parece que algo está dando errado na conclusão deste inovador mega projeto, especificamente na Usina de Santo Antônio. Em meados de dezembro de 2011, antecipando em um ano o cronograma da obra, foi anunciada o inicio da operação da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, com geração de energia na primeira das 44 turbinas bulbo. Segundo o Consórcio Construtor a energia gerada inicialmente iria atender a demanda de Rondônia e Acre, com suporte para atender 350 mil residências. Informações extra-oficiais garantem que um “superaquecimento” na turbina da Alston Bardella teria provocado uma pane operacional que cessou a geração de energia. Estudos técnicos avaliam um possível e milionário reparo. De acordo com interlocutores locais, entre as possíveis causas apontadas para “fundir” a gigantesca turbina estaria sendo analisada a hipótese de óleo lubrificante deficiente ou fora das especificações técnicas e até mesmo possíveis impurezas residuais da obra de montagem. Outra versão, esta mais grave, dá conta de um possível desnível na base da turbina, que pode comprometer todo o projeto estrutural da barragem.  Em contato telefônico com a assessoria de comunicação do grupo em Porto Velho confirmou-se que realmente não está havendo geração de energia como foi anunciado, porém seria pelo simples fato da turbina ainda “estar em testes”. Bem diferente do que foi alardeado pela empresa, de que já estariam produzindo energia para Rondônia e Acre. O problema estrutural do suposto desnível do “berço” da turbina foi descartado verbalmente pela assessoria, que garantiu que desta vez, a “Santo Antônio” não vai se pronunciar oficialmente sobre o caso. A situação da “não geração” é muito séria e pode elevar consideravelmente o custo da obra, que está orçada no PAC ( Programa de Aceleração do Crescimento) em mais de 15 bilhões de reais. O prejuízo vai além do reparo na turbina “bichada”. O grupo empresarial negociou no mercado nacional esta produção inicial e agora estaria sendo obrigado a comprar energia de outros fornecedores para cumprir seus compromissos assumidos. Alguns milhões de reais de prejuízo que já estaria inclusive provocando a demissão de alguns “figurões” da empresa. Investidores estariam apavorados com o possível atraso na comercialização da energia de Santo Antônio. Cada turbina do empreendimento tem cerca de oito metros de diâmetro, aproximadamente mil toneladas e uma potência média de 72 megawatts (MW), se constituindo nas turbinas Bulbo de maior capacidade de geração no mundo. Em passado próximo, a Construtora Norberto Odebrecht, responsável pela engenharia civil da Usina Santo Antonio foi expulsa do Equador por problema estruturais na construção da Hidreletrica San Francisco. Os acionistas da Santo Antônio Energia são as empresas Eletrobras Furnas, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Cemig e o Fundo de Investimentos e Participações Amazônia Energia (FIP).

Matéria retirada do site RONDÔNIA AO VIVO

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Impactos ambientais no Sul do AM são tema de audiência com Ministro de Minas e Energia

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Na pauta a discussão sobre compensações sociais e financeiras para a região Sul do Amazonas com a construção e funcionamento das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Estado de Rondônia.

 Brasília, 12 de maio de 2011

A bancada de deputados federais e senadores do Amazonas, os prefeitos e vereadores dos dez municípios da região Sul do Estado vão participar de uma audiência, na próxima semana, com o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão,  para apresentar uma das reivindicações contidas na “Carta de Humaitá” – saída do Encontro de Prefeitos e Prefeitas da região, ocorrido em 7 de abril de 2011. Trata-se da compensação social e financeira em benefício das cidades do Sul do Amazonas, localizadas na calha do Rio Madeira e Purus, em razão dos impactos ambientais que afetarão os municípios, com a construção e funcionamento das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Estado de Rondônia. Os membros do Legislativo e do Executivo vão pedir ao ministro Lobão que sejam construídas linhas de transmissão de energia, vindas das duas usinas ou mesmo da hidrelétricas Samuel situada em Porto Velho (RO), destinando-se aos municípios de Lábrea, Canutama, Apuí, Humaitá, Manicoré, Novo Airão, Nova Olinda do Norte, Boca do Acre e Borba. “Precisamos dessas compensações sociais para minimizar os impactos que os nossos ribeirinhos sofrerão com a construção das hidrelétricas, barragens e alagamentos, principalmente na época da piracema, subida e descida dos rios. Por que somente nós vamos ficar de fora da interligação do Sistema Nacional de Energia”, questionou o prefeito de Humaitá, Dedei  Lobo.

do Jornal a Crítica

 

Prefeitos propõem compensações das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio em encontro regional em Humaitá – AM

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Sábado , 09 de abril de 2011 – do Jornal o Curumim

As sugestões estão elencadas em um documento intitulado de “Carta de Humaitá” elaborado durante o ‘Encontro Regional de prefeitos e prefeitas’ realizado nos dias 07 e 08 de abril no município de Humaitá/AM. Participaram dos apontamentos os prefeitos dos municípios de Lábrea, Canutama, Apui, Humaitá, e representantes das administrações de Manicoré, Novo Aripuanã, Nova Olinda do Norte e Borba. Além das compensações sociais e financeiras que beneficiariam as cidades do sul do Amazonas localizadas na calha do Rio Madeira e Purus, os prefeitos ainda indicam a construção de uma linha de transmissão de energia (linhão) oriunda das hidrelétricas de Santo de Antônio e Jirau para abastecer os municípios acima citados em contrapartida aos impactos ambientais causados pela construção e funcionamento das usinas no curso do Rio Madeira. Na carta divulgada pela organização do evento assinaram os prefeitos José Cidenei Lobo do Nascimento (Humaitá), Antônio Marcos Maciel Fernandes (Apuí), João Ocivaldo Amorim (Canutama), Aminadab Meira (Novo Aripuanã), Gean Barros (Lábrea) e Jair Aguiar Souto (Prefeito de Manaquiri e Presidente da Associação Amazonense de Municípios).

CARTA DE HUMAITÁ

Os prefeitos municipais reunidos no Encontro Regional de Prefeitos e Prefeitas dos Municípios da Região Sul do Amazonas, realizado no dia 07 de abril de 2011, no auditório da Universidade Federal do Amazonas – UFAM, na Cidade de Humaitá, comprometidos com a definição de um modelo que garanta a sustentabilidade do desenvolvimento econômico da região, em que se busca implementar a modernização, a integração, o fortalecimento da participação comunitária e institucional, visando à maximização dos resultados, a otimização dos recursos e a elevação dos níveis de excelência dos serviços públicos, e também cientes de suas responsabilidades com o fortalecimento da infra-estrutura social e produtiva, com o desenvolvimento da base econômica e a promoção da cidadania, respeitando o meio ambiente, imbuídos do espírito de construção e sustentação de um diálogo permanente entre as prefeituras e os demais entes federados, apresentaram como sugestão os seguintes objetivos estratégicos e propostas de solução que pautaram o evento:

1) Compensação social e financeira em benefício das cidades do sul do Amazonas localizadas na calha do Rio Madeira e Purus, em razão dos impactos ambientais que afetarão os municípios, com a construção e funcionamento das hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau;

2) Propor a EPE o estudo de viabilização da linha de transmissão de energia oriunda das referidas hidrelétricas ou da hidrelétrica Samuel situada no município de Porto Velho, destinando-a aos seguintes municípios da região sul do Amazonas Lábrea, Canutama, Apui, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã, Nova Olinda do Norte e Borba;

3) Políticas públicas concretas e imediatas de implementação das compensações sociais, financeiras e de distribuição de energia em prol dos municípios do sul do amazonas atingidos direta ou indiretamente pela construção das hidrelétricas de Santo Antonio e Jirau, observando fatos supervenientes;

4) Melhorias das estradas que ligam as cidades de Humaitá, Apuí, Lábrea e Novo Aripuanã;

5) Efetivação de ações voltadas à implementação imediata da RedeSIM em todos os municípios da região sul do Amazonas;

6) Promoção da descentralização da gestão ambiental por meio da delegação de competências aos municípios;

7) Pactuação do enfrentamento das desigualdades regionais por meio da redução do analfabetismo, da mortalidade infantil, do subregistro civil e acesso à documentação básica e pelo fortalecimento da agricultura familiar;

8 ) Implementação de políticas diferenciadas por parte do Governo Federal no repasse de recursos destinados ao transporte escolar e merenda escolar aos municípios amazônicos, tendo em vista as enormes dificuldades de logística que são enfrentadas para a efetivação do serviço;

9) Adoção de medidas para elaboração do Plano Municipal de Saneamento Básico e Destinação de Resíduos Sólidos;

10) Realização de gestão imediata junto ao Governo do Estado do Amazonas para a finalização do zoneamento ecológico-econômico da região do Rio Madeira e sul do Estado do Amazonas;

11) Organizar um Evento em Brasília para a discussão e apresentação dos resultados deste Encontro.

12) Comprometimento do Governo do Estado através da SEMGRH e da SDS de apresentar uma proposta de traçado do linhão para atender aos municípios do Purus e Sul do Amazonas.

Humaitá (AM), 07 de abril de 2011.

JOSÉ CIDENEI LOBO DO NASCIMENTO
Prefeito de Humaitá

ANTONIO MARCOS MACIEL FERNANDES
Prefeito de Apuí

JOÃO OCIVALDO AMORIM
Prefeito de Canutama

AMINADAB MEIRA
Prefeito de Novo Aripuanã

GEAN BARROS
Prefeito de Lábrea

JAIR AGUIAR SOUTO
Prefeito de Manaquiri e Presidente da Associação Amazonense de Municípios

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