rio purus

Nota da Unidesc

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VOCÊS VÃO CONTINUAR EXPLORANDO ABUSIVAMENTE O TRABALHO DO EDUCADOR MUNICIPAL, COM ESSA MERRECA DE SÁLARIO QUE HOJE SE PAGA A ELES?

caros Colegas leitores desse excelente blog que já poderia ter sido contemplado com um título de utilidade pública, pelo relevante serviço que presta a população Lábrense e da região do rio Purus. em resposta ao ocorrido é realmente lamentável, mais para mim não é uma surpresa; o próprio secretário de educação do município de Lábrea já foi professor ribeirinho e tenho certeza que em inúmeras vezes já fez essas escalas. agora veja bem; existem em média mais de 120 escolas instaladas na zona rural do município de Lábrea ou mais; cada escola dessa não conta se quer com um único auxiliar de serviços gerais, para auxiliar o educador; o professor rural trabalha com mais de 04 máterias por turno; e quem trabalha o multiseriado trabalha muito mais ainda, sabe-se que existem canoeiros que são pagos por uma associação chamada “associação dos canoeiros do município de Lábrea”, que em tese seriam para também ajudar os educadores em carregar uma água e outros serviços, mas na prática isso não acontece, o dever de manter o ensino fundamental é do município, e o mesmo não deve implantar uma estrutura se o mesmo não tem as condições mínimas necessárias para manutenção e pleno funcionamento desse imóvel, principalmente quando se trata de prédios onde funcionam a educação; portanto senhores, pesso a cada leitor a compreensão da parte de cada um; pois se existe alguém que pode ser responsabilidade por tais atos, esse alguém é o próprio poder público do município; ninguém é inocente desses fatos que hoje estão sendo expostos na mídia; tenho certeza que a maioria dos educadores rurais, relatam em seus relatórios a falta de auxiliar de serviços gerais para as escolas rurais, e que a equipe da secretaria de educação também é ciente desses fatos, pois já ouvi diversas vezes os moradores reclamarem para as próprias autoridades competentes, e bimestralmente vai um equipe da SEMEC para o interior do município e sobe em cada escola. Agora cabe a promotoria de justiça apurar esses fatos e ajuizar o poder público por negligenciar a educação na zona rural. pois tanto o professor que é um trabalhador como qualquer um de nós, como os moradores ribeirinhos, precisam trabalhar para se sustentar, O certo é que se o professor for carregar água na hora da aula e ocorrer um acidente na sala, a culpa será do professor. Se o professor for carregar água à noite para fazer merenda no outro dia, o município também não vai pagar suas horas extras. Se os próprios moradores forem fazer esse trabalho voluntariamente, ninguém via capinar e roçar a praia do morador para que ele possa comprar seu mantimento.
Portanto senhores legisladores, a mais de 10 anos não se faz um concurso público em lábrea, ver se vocês que foram eleitos para representar o povo, entendam por unanimidade e dessa vez coloquem no PPA a realização de um concurso, e não esqueçam que a zona rural também precisa de auxiliar de serviço gerais e merendeiras (os). OU ATÉ QUANDO VOCÊS VÃO CONTINUAR EXPLORANDO ABUSIVAMENTE O TRABALHO DO EDUCADOR MUNICIPAL, COM ESSA MERRECA DE SÁLARIO QUE HOJE SE PAGA A ELES? E outra; nós ainda estamos esperando o reajuste salarial que vocês prometeram na época da política em reunião na SEMEC com a comissão dos professores, sinceramente eu não acredito que figuras públicas como vocês irão simplesmente ENGANAR, essa classe.

João Roberto
Presidente da Unidesc
e estudante de Gestão Pública