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Sociólogo diz que a fome também continua matando no interior do estado

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Os povos ribeirinhos e das cidades do interior morrem não somente da falta de atendimento médico. “Mas também de fome porque a pobreza absoluta grassa como erva daninha nos beiradões, vilarejos e principalmente nas cidades do interior, onde os caboclos deixam de ser produtores para passarem a ser consumidores”. A frase é de um sociólogo formado na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) que percorre o interior como consultor de prefeituras e conhece de perto a realidade. “O desemprego é elevadíssimo no interior e nas comunidades rurais, há um abandono quase total dos poderes públicos”, diz o sociólogo Rock Lane, 47, que no momento atua como representante do município de Tefé em Manaus, após incursar durante 20 anos por cidades e comunidades do interior. Amigo pessoal do governador Omar Aziz, Rock Lane reconhece o esforço do governo atual em resolver questões como o do atendimento médico. “Mas a fome precisa ser atacada de frente”, diz Rock Lane.

///Orlando Farias

Fonte: Blog da Floresta

 

FEDERAL CONCLUI QUE PAULO APURINÃ É FALSO ÍNDIO

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O superintendente Regional da Polícia Federal Sérgio Fontes, informou que o laudo antropológico solicitado à Universidade Federal do Amazonas concluiu que o auto-intitulado “líder indígena” Paulo Apurinã, obteve ilegalmente um RANI falso para se ‘transformar’ em índio. O RANI é a certidão de nascimento indígena que, dentre outras coisas, coloca o índio como in inimputável, ou seja, ele não pode ser preso, independente do crime, sendo o delito apurado pela Finai que, em outras palavras, nunca dá em nada.
Para elaborar o laudo, a UFAM ouviu o cacique da tribo Apurinã que não reconheceu o falso índio como descendente da etnia. Ouvido pela PF, Paulo Apurinã não soube falar nenhuma palavra na língua indígena.

Falso estagiário

O falso índio Paulo Apurinã foi estagiário da Fundação Nacional do Índio, no setor de expedição de Ranis. Foi lá que ele falsificou a identidade indígena dele e de vários familiares. Com o documento falso, Paulo Apurinã conseguiu benefícios exclusivos para índios, inclusive, ingressou no CIESA, para fazer o curso de Direito dentro das cotas indígenas. Outros irmãos de Apurinã estão na UEA, com o mesmo benefício.
O inquérito será enviado para a Justiça Federal que deverá anular o RANI do índio fake e de seus familiares. Eles também responderão pelo crime de falsidade ideológica.
O Ministério Público Federal também poderá pedir a anulação do diploma concedido ao estelionatário e impedir que os irmãos continuem estudando na UEA dentro das cotas.

Muito índio…

Jornalistas tiveram acesso às peças da investigação do Ministério Público Federal e Polícia Federal para desvendar o rumoroso escândalo dos índios falsos no Amazonas. O caso mais emblemático envolve o auto-intitulado líder Paulo Apurinã, que se apresenta perante governadores, ministros, embaixadores, empresários e até da presidente Dilma Roussef como índio legítimo.
O processo de transformação do cidadão Paulo José Ribeiro da Silva no índio Paulo Apurinã chama atenção pelo tamanho e pelos indícios de fraude. São apenas duas folhas. Uma está incompleta e outra totalmente em branco.

… Pra pouco cacique

Paulo Apurinã nasceu no bairro da Cachoeirinha em 1974, mas resolveu requerer a identidade indígena, o RANI, em 2007, depois de ter trabalhado na FUNAI como estagiário. Na mesma leva, conseguiu o RANI da mãe e mais 4 irmãos. A irregularidade mais gritante: a folha que deveria constar os dados antropológicos do suposto índio está totalmente em branco
Outra aberração: a mãe do suposto índio, Francisca Ribeiro da Silva Filha, que teria nascido numa tribo Apurinã, na verdade nasceu no Lago Badajós, em Codajás, Rio Solimões. Detalhe: as tribos Apurinã estão nas cidades de Pauini, Beruri e Tapauá, no Rio Purus, distante mais de 500 kilômetros do local indicado na Certidão da Nascimento.

Falso líder

Paulo José Ribeiro da Silva, de 37 anos, é considerado uma das lideranças indígenas no Amazonas. Paulo Apurinã, como é chamado, ganhou notoriedade nos últimos dois anos ao participar de movimentos sociais. Ele é um dos suspeitos de ter adquirido o registro administrativo de nascimento de índio (RANI) em 2007 sem comprovar a origem indígena.
“Os apurinãs da minha família são de Manacapuru e quem quiser que vá a Manacapuru e vai exumar o corpo do meu avô, dos meus bisavós, que seja. Eu estou com a consciência limpa, não cometi crime algum”, afirmou Paulo Apurinã, liderança indígena. A Polícia Federal instaurou, desde o início do ano passado, sete inquéritos para investigar possíveis fraudes na emissão do documento. Um deles envolve peruanos que estariam entrando no Brasil irregularmente no Alto Solimões. Os estrangeiros estariam cruzando a fronteira em Atalaia do Norte, a 1136 km de Manaus, onde podem obter o registro indígena.

Tem até índio peruano

“Tanto quem expede quanto quem recebe, estaria sujeito e se comprovando as irregularidades, há uma sanção. A pessoa pelo simples fato de tirar, se pagou, corrupção ativa, quem recebeu, corrupção passiva, se utilizou esse documento para receber determinada vantagem, de cotas de faculdade, seria estelionato, enfim, vai depender do caso concreto”, afirmou Sérgio Fontes, superintendente da Polícia Federal.
A coordenação da FUNAI [Fundação Nacional do Índio], em Manaus, reconhece que o sistema para emissão do RANI é frágil. Falta um banco de dados informatizado e integrado a outras regiões do país, o que dá margem a erros. “Temos uma reflexão sobre problemas, temos uma serie de denúncias no Brasil sobre o tema, então uma das propostas dessa renovação do trabalho do RANI, é exatamente criar um cadastro, informatizado para o Brasil todo”, afirmou Luiz Fagundes, coordenador da FUNAI Manaus.

Fonte: Maskate

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